quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quando ela chegou... senta que lá vem post!

Ela chegou despretensiosa. Na verdade eu sempre achei fora de mim o título de MÃE, mas as coisas aconteceram exatamente do jeito que deveriam.

Eu já tinha 26 anos, já estava formada, num casamento sólido, não tinha ainda o tão sonhado emprego, mas tinha um emprego bacana do qual eu curtia, então porque não?

Porque eu achava que perderia noites de sono; porque eu achava que meu corpo ia mudar muito; porque eu achava que não teria paciência; porque eu achava que iria perder minha liberdade; enfim, porque eu só achava.

A descoberta... eu já sabia desde o ínicio, na verdade 90% das mulheres adultas e com cérebro funcionando, sabem o momento certo quando engravidam, umas mais que outras, mas é batata, quem conhece a si, seu corpo, vai saber primeiro que qualquer exame, e foi exatamente o que aconteceu comigo. Um belo dia eu acordei esquisita e me olhei no espelho evi que meu braço esava meio roliço, diferente. Minha cintura deu uma alargada e minhas pernas estavam meio "moles demais".

Já sabendo que havia dado uma bobeada na proteção, a probabilidade de engravidar seria grande, porém não imaginei que pudesse ser tão rápido. Hoje, eu atribuo essa "rapidez" ao fato de que como eu nunca quis ser mãe, qualquer "bobeira" seria líquida e certa.

Eis que chegou o carnaval e eu já tinha certeza da gravidez mas não contei pra ninguém, só marido e minha mãe que sabiam, afinal eu queria me acabar na festa pagã. É, é me acabei mesmo: de vomitar, de enjoar, de dormir, de chorar, enfim foi a festa do bebê! Pra ter uma idéia, eu enjoei da prima do marido que viajou conosco.

Na volta, eu fui fazer o exame de farmácia, deu positivissimo! Ai cheguei no trabalho acabada, minha chefe então me OBRIGOU a fazer o exame de sangue, disse que se eu não fizesse não entraria mais. Então no dia 10 de março de 2007, eu fiz o exame e 3 dias depois eu peguei o resultado... Um misto de tristeza, felicidade, perplexidade, loucura, tontura. Liguei na hora pra minha mãe e depois CHOREI.

O tempo passou, a parte ruim da gravidez que são os enjoos tb passou e eu comecei a curtir porque não engordei nada, continuei fazendo meus programas, a disposição voltou e ai era mesmo contar tempo pro nascimento da criançinha que eu não sabia ainda se era menino ou menina.

Na semana do chá de fraldas, descobrimos que seria uma menina, e depois de zilhões de combinações, decidimos chama-la MARIA ÍSIS.

No dia 09 de outubro de 2007, às 23:09, na Maternidade Municipal Herculano Pinheiro, chegava ao mundo a minha pequenina, com 51cm e 2.820kg, ou seja, um ratinho!

Até então, eu não era mãe, só passei a ser mãe mesmo, depois de amamentar e em seguida acompanhá-la num exame onde a médica fez uma punção na veia, onde minha neném, com apenas 36 horas de vida, chorou tão sentido e com tanta força que parecia ter 36 anos. Ali, naquele momento, éramos só eu e ela, apenas eu pra confortar, pra acalentar, pra amar.

Hoje, três anos depois do nascimento dela e quase chegando nos meus 30, acho que esse com certeza foi o dia mais importante da minha vida.

Beijos filhota!

Um comentário:

DESASSOSSEGADA disse...

Ain que post mais lindooo, verdadeiro, sincero, e com carinha de mamãe coruja.

Querida lendo seu post vi que vc tinha os mesmos medos que eu tenho, tenho pensado em ser mãe mas tenho tanto medo, tantas duvidas.

Me deu até uma encorajada este teu post obrigada, vou pensar no assunto e lembrarei das tuas palavras.

Bjos