quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A história de Lily Braun

Como num romance
O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing

Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom

Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz

E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão
Foi desde então ficando flou

Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguindo toda
Ao som do blues

Abusou do scotch
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris

E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê

Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar

Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz


Qualquer semelhança com a maioria dos casamentos é mera coincidência rsrs.

Viva o magnífico Chico Buarque, o maior leitor da alma feminina que já existiu (na minha humilde opinião).

bjos

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Recursos: como e quando lançar mão de usa-los.

Uma coisa que eu sempre acreditei ao longo da minha curta existência é que provavelmente em algum momento da vida, você, eu ou qualquer um que seja vai precisar lançar mão de alguma carta na manga para finalizar uma questão pendente.


Não digo isso relacionando com troca de favores ou uso de sedução cafajeste; falo mesmo do tal recurso. Seja ele financeiro, afetivo, profissional, é aquela tal coisa que você sabe que a hora que precisar, vai estar lá para que você use.


Pois bem, porque esse blá blá todo? Simplemente para chegar num ponto que venho debatendo eu, comigo mesma e Irene (rsrsrs), a questão da manipulação.


Eu confesso que já manipulei algumas pessoas, umas de caso pensado e outras como diz uma amiga, sem querer nadinha... Tá, ok, beleza.
Mas também digo com letras imensas: EU JÁ FUI MANIPULADA! Manipulação infantil, coisa que eu e a maioria das mães do mundo são vitimas diariamente. Ai que tormento, tem que se virar nos trinta pra resolver isso com leveza, bom humor e principalmente não cair na chantagem dos pequeninos.


Pra tentar chegar ao equilibrio desse texto mega confuso, vou contar uma coisa e ai vocês vão saber identificar exatamente o tal recurso que falei lá no começo.


Hoje, eu recebi uma ligação de uma senhora que é familiar de um dos assistidos que eu atendo na ONG. Essa senhora, nós da equipe técnica já concluimos que possui problemas de ordem psiquica e/ou mental. Todas as vezes que a atendemos ela chora, muda de humor facilmente, não assimila as idéias apresentadas e o principal, desorganiza os pensamentos o que fica terrívelmente complicado para refazer depois. Resumindo: Ela teve o filho desaparecido, hoje em dia já encontrado porém precisa de um pouco de tempo para voltar para casa, coisas relacionadas a segurança da habitação e mapeamento de rede psicosocial para esse assistido.


Nessa ligação, o real interesse da senhora era que eu fosse até ela, para então buscar o filho na entidade onde ele se encontra para que o mesmo fosse avaliado pelo profissional local, tendo em vista que sem avaliação existirá a perda do beneficio (ou seja dinheiro) que o menino recebe.


Eis que ai ela usou do seu maior recurso para tentar em dissuadir. Chorou, disse que precisa do filho mas não pode ficar sem o dinheiro... Cada um com as suas razões!


Uma coisa é certa, ela sabia exatamente o que deveria falar para me comover (isso na cabeça dela). Usou o recurso sentimental, tentando me sensibilizar... Só para o azar dela, eu não cai. Consigo enxergar exatamente qual o momento exato da manipulação. Mas uma coisa é certa, errada ela não está; cada um se utiliza e se empodera com as armas e os recursos que tem.


Vivendo e aprendendo a perceber.




Beijos

domingo, 19 de setembro de 2010

Coisas que eu sentia muita falta.

É bom demais quando voltamos a realizar coisas, por mais simples que sejam, que nos dão prazer e alegria.
Eu considero saudades muitas vezes um sentimento bom de sentir. Algo que te teletransporta para momentos que já existiram e foram bons. Ok que nem sempre a saudade é boa, as vezes chega a doer, mas no meu caso beira felicidade.
Uma das coisas que eu mais sentia falta nos ultimos tempos era a sensação de autonomia e dever cumprido, e isso passou a acontecer depois que eu voltei ao mercado de trabalho. Ter meu próprio dinheiro, pode ajudar meu marido nas despesas e até mesmo proporcionar alguns mini luxos é bom.
Agora uma coisa que eu sentia MUITA falta era do chopp nas sextas depois do trabalho... AH como eu sentia!
Voltei a fazer isso. Me dá prazer, me sinto leve e de bem com a vida. Os passeios no shopping no final de semana com a minha família, ou simplesmente fazer planos, isso mesmo, os planos que lamentavelmente você não consegue concretizar se não tem um bocadinho de dinheiro.
Tô feliz! Cansada mas feliz.
Feliz por minhas novas conquistas; novas amizades; novos rumos e principalmente novos horizontes a percorrer.
Tomara que seja assim por um bom tempo. Afinal, todo mundo gosta de vivenciar coisas boas e eu não sou diferente.

É isso!
Boa semana a todos e que possamos viver a plenitude da felicidade por menorizinha que ela seja.