sábado, 24 de dezembro de 2016

Tchau 2016!

Primeiramente (Fora Temer, rs), pela saraivada de coisas que chegou em minha vida. Começou com o desemprego, a desilusão com o mundo, em seguida amigos em situação difícil, mais desilusões com pseudos amigos, explosão de conceitos de mundo caindo por terra, o retrocesso político brasileiro, capaz de deixar qq pessoa questionando "oh céus o que eu tô fazendo aqui..."
Teve impeachment promovido por golpe, teve pastor evangélico eleito na cidade mais cheia de diversidade do país, mas também teve o meu reencontro.


Eu ainda tô "sofrendo" os baques do senhor 2016, mas agora as coisas parecem querer entrar nos eixos.
Desse ano pavoroso (se Stephen King fosse fazer uma nova obra, seria baseada em "como as pessoas sobreviveram a 2016"), ficou em mim a certeza de estar no caminho certo, mesmo talvez por escolhas erradas.


Eu decidi ser que eu sou, me livrar dos grilhões do preconceito e assumir a minha fé. Vocês não fazem ideia do quão grata eu sou pela oportunidade de estar praticando cada vez mais o bem. Vivenciando o amor no sentido mais pleno da palavra. Amor esse que me faz acordar todos os dias na certeza de que o meu processo de evolução depende unicamente de mim. Nada vai acontecer na minha vida se eu não for a personagem protagonista.


O que eu espero de 2017? Nada! 


Espero que as pessoas em 2017 sejam elas mesmas. Que se livrem de amarras, façam o bem, busquem seus objetivos sem machucar ou ferir ninguém.
Desejo que as opiniões diversas não sejam causas de polêmicas e/ou perda de amizades e que cada um possa se respeitar e se amar apenas. Pq cada ano que passa, somos essência sim, mas as influências externas estão aí para nos fazer refletir e agregar ao q já somos, possibilidades para o que talvez possamos vir a ser.


Agora só tenho a agradecer. Apesar de faca na caveira, 2016 foi o meu ano, de me reconhecer enquanto ser humano, de entender cada vez mais que as pessoas só doam aquilo que podem. Umas demandam de nós atenção absurda e de repente nos trocam, outras chegam de mansinho e quando vemos preenchem espaços importantes e o mais legal: tem gente que tá sempre ali.


Quem é melhor? Todos são! Serei eu uma pessoa melhor ao saber lidar de forma sábia e generosa, lembrando que sem a diferença, o mundo seria chato.
Parafraseando alguém que vem sendo fundamental no meu processo interno de conhecimento: "não conceda a ninguém o direito de lhe aborrecer."


Tchau 2016! Juro q eu achei que ficaríamos presos a você até 2034.
Eu hein!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Não é otimismo, Fé!

O meu Deus é o Deus do impossível. Restaura, cura, ampara, ameniza, impulsiona, mostra o caminho, a justiça e acima de tudo o amor.
O meu Deus é igual ao de todos, a única diferença em mim e algumas pessoas é a doutrina/religião que eu escolhi para amá-lo!
Sim, eu sou umbandista! Religião unicamente brasileira, que ao contrário do que a maioria pensa, tem suas bases fundamentadas no amor e na caridade.
Nosso templo é chamado de terreiro, fazemos oferendas aos nossos orixás e os sincretizamos com santos católicos.
Sim, rezamos em todas as aberturas de giras o Pai Nosso e a Ave Maria!
Não fazemos mal a ninguém! O mal fica do lado de fora do nosso templo. 
Para todos que precisam de conselhos, afagos e caridade, as portas da minha religião estão abertas.
Acreditamos em primeiro lugar na fé de cada indivíduo, no livre arbítrio e na reciprocidade. 
Buscamos a cada dia a nossa evolução através da feitura do bem sem olhar a quem. Cada vez que seus médiuns se conectam com as forças da natureza, trocam energias e deixam emanar boas vibrações para todos que delas necessitem.
E assim, mais de 100 anos depois da primeira manifestação de nossa religião, ainda há aqueles que insistem em dizer e não reconhecer que sim: umbanda é religião, é brasileira, é de Deus é apenas faz o bem.
Contra o preconceito, a favor da diversidade e principalmente da sororidade. 
Com o coração cheio de amor e gratidão, quero dizer que eu me encontrei. Que a minha fé se renova e se restaura a cada dia. Que meus dias por mais difíceis que possam ser, estão sempre carregados de luz e amor. Não busco a perfeição, sou humana, falha e tenho minhas sombras, mas aprendi com os mentores espirituais que sempre há tempo de buscar a melhoria.
Muito obrigada Umbanda Sagrada, pela oportunidade de me livrar dos grilhões que por muitos anos me prendiam!
Que assim seja, axé!
Vê.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Envelhecer.

Oi pessoal.
Tardo mas não falho.

Estava agora a pouco assistindo o programa Papo de Segunda (que eu adoro) e os rapazes debateram um tema muito atual e difícil de ser falado: quando estaremos preparados para cuidar de quem cuidou de nós. Eles se referiam ao cuidado com nossos idosos (pais, avós, tios e pessoas queridas). Confesso que me pegou bem fundo porque no momento venho passando uma situação ligeiramente complicada com a minha mãe.

Para contextualizar, vou explicar...
Sou filha única, de pais separados desde a minha adolescência (mais ou menos 20 anos). Vivi com a minha mãe até o momento em que casei, mesmo assim a proximidade era enorme e eu acabei acessando lugares que eram dela e passaram pra mim. Com o avanço das tecnologias, minha mãe (por opção creio eu), resolveu ir se afastando e se negando acrescentar tais conhecimentos à sua rotina de vida.

Coisas simples como conectar o dvd na tv, ou ouvir um cd no aparelho de som, ou mesmo realizar uma transação bancária começaram a ficar cada vez mais dispendiosas e apavorantes para ela. Eu estava sempre ali, amparando, cuidando, resolvendo e tentando fazer como que ela pudesse ir adiante... Ledo engano.

Mas isso não é o que me incomoda ou incomodou, pelo contrário, faço com prazer. O que vêm me preocupando bastante é a negação diante de situações óbvias que podem vir a prejudica-la seriamente. Cerca de 5 anos, eu mudei de cidade (quem acompanha o blog deve ter visto um ou outro post falando disso) e a distância passou a ser real, Nos vemos uma vez por ano, quando conseguimos, porém o contato telefônico é diário. Por que falar sobre isso? Justamente porque eu venho percebendo que as coisas estão cada vez mais confusas.

Ao envelhecer, nós não perdemos a nossa capacidade de discernimento e nem muito menos de pensamento ativo e atuante, porém as limitações físicas e de saúde começam realmente a aparecer em larga escala. Para uma pessoa muito ativa, o surgimento de doenças e impossibilidades pode ser a chave para um processo de derrocada geral. E nesse momento, estou vendo isso acontecer com a minha mãe.

Recentemente ela quase perdeu a visão por orgulho de não dizer que precisava de alguém para acompanha-la ao medico. Onde ela mora, é cercada por parentes próximos que jamais se negariam ao auxilia-la caso precisasse.
Qual meu medo? Não estar por perto caso aconteça algo grave.

Será que eu esteou preparada realmente para cuidar dessa pessoa que cuida de mim até hoje? Será que ela está preparada para perceber que a partir de então haverá necessidade de cuidados mesmo que sejam mínimos?

Veio na minha cabeça o ciclo da vida. Aquele que aprendemos no jardim da infância: nascer, crescer, envelhecer e morrer. Me pareceu tão cruel...

Me leiam,

quinta-feira, 10 de março de 2016

Todas elas juntas num só ser.

Caramba, esse blog é uma avacalhação mesmo.  Não sei como ainda (e se ainda) as pessoas param para me dar olhos hahaha.
Passo séculos sem vir, faço uma pá de merda e depois chego com a cara de cachorro que caiu da mudança pedindo desculpas. Prazer, it's me!

Tanta coisa aconteceu de lá pra cá que nem sei por onde começar. Vou apenas atualizar rapidão: marido desempregou, eu enlouqueci, gastamos rios de dinheiro pagando um terço das dívidas, continuamos na merda, mudei de casa, continuo desempregada, consolidei antigas, novas e importantes amizades, minha mãe veio pra cá no carnaval, minha fé continua inabalável, fui numa cartomante... Aff coisa pacas!

Mas o melhor de tudo foi uma coisa que pode parecer besta mas eu fui aceita como escritora do blog Obvious. Esse site/blog tá mega famosinho nas redes sociais. O povo lê mesmo e comenta geral. Eis que eu um dia resolvi mandar uma proposta, eles aceitaram e publicaram meu texto.

Pensem num criatura feliz... Pois é, fui eu. O texto ainda está muito aquém da maioria das pessoas que escrevem por lá, mas está muito personalizado. Quem leu por lá, reconheceu a mesma Veronica que escreve mal e porcamente há anos por aqui.

O bom disso tudo é que eu sempre fui parabenizada pelas pessoas por ter uma abordagem simples e dinâmica sobre os mais diversos assuntos e ter um texto aceito fora do meu mundo (a minha blogsfera), me fez perceber que talvez eu possa sim ir além daquilo que eu imagino como sendo razoável.

Então pessoas, deixo aqui o link do meu texto. Entrem lá, comentem, me façam feliz ainda mais, porque vou falar pra vocês: tá foda hein!
http://obviousmag.org/centrada_e_descontrolada/2016/ah-maria.html

Beijos imenso e muito carinhosos.
Prometo não sumir mais do que o necessário.