quinta-feira, 11 de novembro de 2010

De repente 30

Pois é...

Estou fazendo 30 anos hoje. Uma sensação absurda de felicidade com medo, misturada com pânico, pavor e tudo de mais doido.

Venho há uns dias pensando como um simples número tem uma representação tão forte. Não entrei na crise dos 30, mas confesso que tenho fica mais pensativa, mais atenta e principalmente mais coerente.

Lembro que há tempos atrás eu era:
A representante de turma do Ensino Fundamental que na época se chamava ginásio;
A pré-adolescente que foi curtia Debby Gibson, New Kids on the Bloch e Legião Urbana;
Alguém que era só filha;
Que tinha amores insubstituíveis (aff ainda bem que essa parte passou mesmo)
Uma pessoa que não tinha celulite, estrias e nem peito caído;
Mas tb alguém que não tinha tido o prazer de ser mãe e de amamentar um bebê (a gravidez em si eu ODIEI);
Fui a solteira mais solteira que eu conheci na vida... aproveitei MUITOOOOOOOO!

Hoje, aos 30, posso dizer que tenho alguns orgulhos na vida e dizer também que me sinto melhor fisicamente (tá, agora tem a barriga cheia de estrias, mas faz o que né!), mais adequada, sou mãe, sou uma profissional competente e coerente, tenho um casamento sólido e com altos e baixos como a maioria dos casamentos e nem por isso deixo de ser mega feliz, tenho planos, sonhos e anseios, quero poder comemorar esses 30 e mais outros 30 ao lado de pessoas que eu amo e que me amem também.

Agradeço a Deus pelas escolhas que eu fiz até hoje e principalmente com o que o destino me reservou. Todas as minhas experiências me fizeram uma mulher forte, decidida e persistente, que não desiste facilmente das coisas e que luta em prol dos seus objetivos.


SOU EU:

VERONICA,
FELIZ, INTEIRA, BALZAQUIANA E ESCORPIANA.

BEIJOS

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

EM FALTA

POST EM LETRAS MAIUSCULAS PARA DEIXAR BEM CLARO QUE...

NÃO CONSEGUI CUMPRIR A MINHA PROMESSA DE ESCREVER TODOS OS DIAS NA CAMPANHA RUMO AOS 30.

MEU DEUS, COMO É DIFICIL EU ME ORGANIZAR. TÔ SEMPRE LIGADA EM 220 VOLTS E MESMO COM O RECURSO FOFO QUE O BLOGGER TEM DE PROGRAMAR AS POSTAGENS, EU NÃO CONSEGUI DAR CONTA.

E FORA TAMBÉM QUE RELENDO MINHAS COISAS ANTIGAS ESCRITAS AQUI, EU BEM VI QUE PODERIA ESTAR SENDO ULTRAPOWER REPETITIVA, AI RESOLVI DEIXAR PRA LÁ.

MAS PEÇO DESCULPAS AOS LEITORES QUE VINHA ACOMPANHANDO A SAGA DA BALZACA, MAS FICA PRA DEPOIS.

ESTOU LITERALMENTE NUM MOMENTO BACANA DE VIDA, MAS NUM DIA RUIM: TPM, ENXAQUECA, QUERENDO SUMIR, VONTADE DE CHORAR E TUDO MAIS QUE UMA MULHER NESSES DIAS PODE TER E SER, E O MAIS LEGAL... NAS VÉSPERAS DE COMPLETAR 30... AI AI, QUE TENSÃO!

QUERIA AMANHÃ PODER PASSAR O DIA COM MEU MARIDO E MINHA FILHA, MAS NÃO VAI ROLAR, TENHO QUE TRABALHAR, AFINAL NÃO É SÓ PQ É MEU ANIVERSÁRIO (E DE UM MONTE DE GENTE DIGA-SE DE PASSAGEM) QUE DEVERIA SER FERIADO RSRS!

E ISSO PESSOAL, OBRIGADA POR LEREM ESSA BOBEIRINHA QUE EU FINJO QUE ESCREVO DE VEZ ENQUANDO E BORA AGORA PRA OUTRA CAMPANHA: POR UMA VERONICA HABILITADA E DE CARRO ZERO RSRS!

BEIJOS IMENSOS.

domingo, 7 de novembro de 2010

Retornando

Durante 2 anos eu fiquei em casa, cuidando da minha filha, da casa, fazendo coisas que eu fazia antes num ritmo acelerado porque o trabalho me consumia.

Porém nesses 2 anos, além da felicidade de ter uma criança ao meu lado, eu tinha também a sensação de incapacidade. Aquela que bate quando sua vida profissional anda uma droga, as oportunidades simplesmente não surgem e vocÊ sente que os anos de estudo e investimento não serviram pra absolutamente nada.

Pois é, eu quase deprimi. Fiquei mal, não tinha ânimo, tava sempre triste e sentindo vontade de sumir. Eis que consigo retornar ao mercado de trabalho (ainda não na minha área), voltar a ser economicamente produtiva e poder voltar fazer coisas simples mas que só são possíveis se você tem dinheirinho... Fazer unhas, cuidar do cabelo, comprar besteirinhas, ajudar nas despesas da casa.

Feliz por quase um ano após essa nova conquista, chega uma nova benção: a oportunidade de voltar à minha área de atuação, o Serviço Social após 3 anos.

Hoje, tô cansada, sempre atarefada, sem tempo pros amigos, quase nenhum pra família, mas me organizando e muito feliz sabe por que?
Porque eu redescobri a minha capacidade profissional, tive certeza que eu sou uma profissional competente e tenho muito a oferecer e a aprender.

Obrigada àqueles que me proporcionaram oportunidades. Estou me esforçando muito para dar o meu melhor e acho que tá dando certo.

Rumo aos 30!

sábado, 6 de novembro de 2010

A volta por cima

Há exatos 10 anos, no ano de 2000, quando eu ainda só tinha 19 anos, eu passei por uma situação muito complicada de perigo, medo, trauma, dor e qualquer outro adjetivo esquisito que possa ter.

Uma sexta feira fria de junho, eu sai de casa por volta das 20:30h pra encontrar um gatinho num shopping perto de casa, dai entrei numa padaria pra comprar umas balinhas e quando sai, de cabeça baixa em direção ao ponto de ônibus quando fui abordada por um cara, que fazia sinal de que tinha uma arma embaixo da camisa.

Morrendo de medo, eu acompanhei o cara que logo me deu o braço e ordenou que eu fingisse ser sua namorada. Dai andamos uns 5 a 10 minutos que pareciam ser uma eternidade até ele chegar ao destino que ele queria; um local ermo e escuro para ele fazer o assalto.

Então encostamos num carro, ele me fez ficar colada nele e ir colocando meus pertences dentro do bolso do casaco dele e quando já não tinha mais nada eu colocar, eu pedi pra ir embora. Ele fez que não com a cabeça e disse que ainda não tinha terminado.

Ai, ele me deu o braço novamente e fomos andando até uma passagem de nível. Ali então ele começou a ordenar as ações mais terríveis da minha vida. Sem detalhes porque tô sem tempo mesmo: fui violentada, quase ao lado de casa, aos 19 anos, virgem e achando que naquele dia eu ia encontrar o homem da minha vida pra ser com ele a minha primeira vez. Ledo engano!

Depois de mais ou menos 40 minutos de horror, ele foi embora e ainda levou a minha calcinha de lembrança. Voltei pra casa suja de lama, atordoada, descabelada e sem rumo.

Enfim, ai minha mãe louca falou que a gente tinha que ir imediatamente fazer a denúncia e eu não tive medo, fui e fiz. Mais outros detalhes que outra hora eu conto. Quase um mês após a denuncia, fui convocada para fazer o reconhecimento de uma criatura que poderia ter sido o agressor.

Fui lá eu com a minha mãe pra delegacia especializada e confesso, fui muito MUITO bem atendida pela Polícia do RJ, desde o primeiro contato numa delegacia comum, exame de corpo delito, reconhecimento. Realmente a Polícia funciona quando quer e eu dei uma puta sorte.

Chegou o dia do reconhecimento, 5 homens de um lado da sala de manjamento (aquelas igual de filme mesmo que só vc vê mas o outro não consegue). Ele era o terceiro da fileira, vestia blusa branca com propaganda de carro e shorts verde. Jamais iria esquecer aquele rosto. Desabei a chorar. Chorei compulsivamente não só naquele dia como em pelo menos 3 dias depois. Entrei em pânico, deprimi, ia às aulas pq tinha que fazer, via aquele rosto em todos os cantos, escutava aquela voz em tudo e sentia o perfume dele em mim quase todos os dias.

Ele foi preso, julgado e condenado. Participei de uma audiência onde correu tudo bem pq mesmo depois de três anos passados eu repeti exatamente nas minhas condições tudo que havia acontecido. A sentença foi 10 anos pela violência sexual e 5 anos pelo assalto, que acabaram sendo reduzida a uma pena total de 9 anos e 7 meses, sabe-se lá porque.

Passados outros tantos anos, na faculdade comecei a estudar uma disciplina que falava do Sistema Penal, lá conheci uma pessoa que trabalhava com arte e cultura no sistema e me mostrando fotos, reconheci a criatura. Ai contei a pessoa sobre o que tinha acontecido e ela disse que sabia o porque da condenção dele e que ele estava arrependido. Na hora eu tive um ataque eu gritei: QUERO QUE ELE MORRA! Quero que a mãe, a mulher, as tias, as irmãs, as filhas, as sobrinhas, e todas as mulheres que ele gosta, se é que ele gosta de alguém, passem pelo que ele fez comigo. E desejo loucamente que ele morra na cadeia ou então mude de cidade, porque quando ele sair, vão caçá-lo feito bicho.

Depois do desabafo, que aconteceu no meio da aula, eu desmaiei e quando eu recobrei os sentidos estava com a professora e com 2 amigas (que já sabiam), ali elas me incentivaram a voltar pra terapia porque eu ainda não tinha superado, apenas vinha mascarando pra conseguir sobreviver.

E voltei!

Hoje, passados 10 anos e alguns meses, posso dizer que não lembro de detalhes, mas que tb não esqueço, só apenas uma lembrança ruim que eu transformei em força falando sobre, pondo pra fora. Fiquei aqui sem traumas graves, sem sequelas físicas, apenas com algumas neuroses que aos poucos vou me livrando delas, mas no geral posso me considerar super bem.

O assunto é meio que proibido na minha casa, até pq eu bem imagino que deva ser doloridissimo para minha mãe falar sobre isso, seria pra mim tb, eu sou mãe né! Meu marido sabe de tudo desde o ínicio e tb nunca falou nada a respeito, ele só diz que gostaria de nunca encontrar o agressor.

E vamos que vamos! Fazendo história e me aproveitando de toda a experiência mesmo que tenha sido ruim, para aprender e ver que nem sempre as coisas são do jeito que a gente imagina.

E rumo aos 30!



PS: O post não é pra causa dó nem pena ok leitores, é apenas uma história da minha vida, dos meus 30, a ídeia não é querer 30 segundos de fama, afinal já tenho quase 30 anos de fama né kkkk!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

UFF... Passei!

Meu sonho sempre foi fazer faculdade. Eu queria mesmo era ser juíza de direito. Achava o máximo toda aquela imponência e superioridade que eu via nos filmes, mas aos poucos fui descobrindo que mais que isso um juiz deveria lidar com questões muito mais complexas do que eu poderia imaginar.

Eis que então pensei mesmo em ficar na advocacia, sem ir muito longe. Só que como na minha vida nada acontece por acaso...

Quando eu sai do 2º grau, fiz alguns vestibulares para ter noção de como seria a prova e vi que o bagulho ia ser doido, ainda mais pra mim que tinha feiro curso técnico e não tive as matérias elementares, ai a solução foi fazer cursinhi pré mesmo.

Só que pra que eu pudesse viabilizar isso, eu tive que trabalhar. Nessa época meus pais já estavam separados (o que nem faria muita diferença mesmo) e minha mãe mesmo com todo o esforço não poderia me ajudar. Me matriculei no segundo semestre do ano de 1999 e comecei os estudos.

Saia do trabalho, ia pro cursinho, chegava mega tarde em casa e quando as provas foram se aproximando, eu estudava sábados e domingos também. A rotina era pesada, não saia mais, festas e noitadas quase nunca sempre com o mesmo discurso: tenho que estudar pro vestibular.

Na hora de escolher as carreiras, eu coloquei Direito em quase todas. A única que eu não tinha escolhido ainda era a Universidade Federal Fluminense, a UFF em Niterói. Era longe de casa, do trabalho, de tudo, então fiquei relutante.

Ai num papo com a minha mãe ela disse: Você deveria escolher Serviço Social! Estava lendo aqui a ementa do curso e acho que tem muito a ver com você e com as coisas que você acredita, pensa nisso!

E fiquei pensando... Até que um dia conversando com um professor amigo, perguntei a ele se podia me dar um teste vocacional só por precaução, afinal eu já me via advogada mesmo.
Ele chegou no dia seguinte com o teste, eu fiz e esperei ele ver as respostas. Na verdade, não tiveram respostas e sim uma única: VOCAÇÃO - SERVIÇO SOCIAL!

Eu falei: Credo, só isso? Ah mais eu não vou seguir isso mesmo... porém como ainda falta a UFF pra escolher, vou colocar Serviço Social de pilha pra ver qual é.

E então chegaram as provas, resultados negativos em todas menos na UFF - passei na primeira fase. Surpresa total! Me superei rsrs.

Alguns dias depois, a prova da segunda fase, dificil pra cacete e eu tinha certeza que no ano seguinte ia fazer vestibular de novo, só que eu me enganei. Passei! Passei! Passei!

Passei pra uma universidade federal; negra, filha de pais separados, mulher trabalhadora, estudante da rede pública do primário á universidade, era muita honra! E o mais bacana, o resultado saiu um dia antes do aniversário da minha mãe, ou seja, um mega presente.

E em setembro de 2000, eu entrei na UFF pra sair com glórias e louvores em Junho de 2006, depois de muita greve, muita luta, muitas noites mal dormidas, muito medo nas madrugadas de volta pra casa, mas de muito orgulho.

Hoje cá estou, bacharel em Serviço Social ou Assistente Social, tanto faz. Uma profissional liberal que acredita na justiça social, na garantia dos direitos e numa sociedade igualitária.

Um beijo a todos os colegas de profissão que fazem valer a pena.
Um alerta aos colegas de profissão que ainda acham que Serviço Social é caridade. Helloooo! Mary Richmond já morreu!

Bjos

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quando ela chegou... senta que lá vem post!

Ela chegou despretensiosa. Na verdade eu sempre achei fora de mim o título de MÃE, mas as coisas aconteceram exatamente do jeito que deveriam.

Eu já tinha 26 anos, já estava formada, num casamento sólido, não tinha ainda o tão sonhado emprego, mas tinha um emprego bacana do qual eu curtia, então porque não?

Porque eu achava que perderia noites de sono; porque eu achava que meu corpo ia mudar muito; porque eu achava que não teria paciência; porque eu achava que iria perder minha liberdade; enfim, porque eu só achava.

A descoberta... eu já sabia desde o ínicio, na verdade 90% das mulheres adultas e com cérebro funcionando, sabem o momento certo quando engravidam, umas mais que outras, mas é batata, quem conhece a si, seu corpo, vai saber primeiro que qualquer exame, e foi exatamente o que aconteceu comigo. Um belo dia eu acordei esquisita e me olhei no espelho evi que meu braço esava meio roliço, diferente. Minha cintura deu uma alargada e minhas pernas estavam meio "moles demais".

Já sabendo que havia dado uma bobeada na proteção, a probabilidade de engravidar seria grande, porém não imaginei que pudesse ser tão rápido. Hoje, eu atribuo essa "rapidez" ao fato de que como eu nunca quis ser mãe, qualquer "bobeira" seria líquida e certa.

Eis que chegou o carnaval e eu já tinha certeza da gravidez mas não contei pra ninguém, só marido e minha mãe que sabiam, afinal eu queria me acabar na festa pagã. É, é me acabei mesmo: de vomitar, de enjoar, de dormir, de chorar, enfim foi a festa do bebê! Pra ter uma idéia, eu enjoei da prima do marido que viajou conosco.

Na volta, eu fui fazer o exame de farmácia, deu positivissimo! Ai cheguei no trabalho acabada, minha chefe então me OBRIGOU a fazer o exame de sangue, disse que se eu não fizesse não entraria mais. Então no dia 10 de março de 2007, eu fiz o exame e 3 dias depois eu peguei o resultado... Um misto de tristeza, felicidade, perplexidade, loucura, tontura. Liguei na hora pra minha mãe e depois CHOREI.

O tempo passou, a parte ruim da gravidez que são os enjoos tb passou e eu comecei a curtir porque não engordei nada, continuei fazendo meus programas, a disposição voltou e ai era mesmo contar tempo pro nascimento da criançinha que eu não sabia ainda se era menino ou menina.

Na semana do chá de fraldas, descobrimos que seria uma menina, e depois de zilhões de combinações, decidimos chama-la MARIA ÍSIS.

No dia 09 de outubro de 2007, às 23:09, na Maternidade Municipal Herculano Pinheiro, chegava ao mundo a minha pequenina, com 51cm e 2.820kg, ou seja, um ratinho!

Até então, eu não era mãe, só passei a ser mãe mesmo, depois de amamentar e em seguida acompanhá-la num exame onde a médica fez uma punção na veia, onde minha neném, com apenas 36 horas de vida, chorou tão sentido e com tanta força que parecia ter 36 anos. Ali, naquele momento, éramos só eu e ela, apenas eu pra confortar, pra acalentar, pra amar.

Hoje, três anos depois do nascimento dela e quase chegando nos meus 30, acho que esse com certeza foi o dia mais importante da minha vida.

Beijos filhota!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Campanha rumo aos 30.

Oi pessoas!

De amanhã, dia 04 de novembro até a próxima quinta, dia 11 de novembro, será uma semana até completar os tais 30 anos.

Eu já deixei uma postagem especial programada pro dia 11/11, mas tive a idéia hoje vindo pro trabalho de a partir de amanhã, eu postar todos os dias no mesmo horário que eu nasci, as 16:30, alguma coisa interessante que tenha acontecido na minha vida ao longo desses 30 anos.

Acho que vai ser legal!

Vou tentar finalizar com uma música pra cada post!

Confiram!

Bjos