sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

É meu, ninguém tasca e só quem fala mal sou eu.

Ser carioca...

Sim; nós falamos mal da nossa cidade.

Criticamos o Prefeito, metemos o malho no governador do Estado. 

Mas somos igualzinho a mãe coruja, só nós podemos falar do "filho querido".

Porque se alguém o fizer, viramos bichos! 

Ser carioca é algo que não dá pra definir, só sendo pra saber. 

E nada dos clichès de ver o por do sol, andar de bicicleta na Lagoa e bla blá blá.

Carioca de verdade senta no portão numa noite de verão pra tomar cerveja com os vizinhos; 

Sempre arruma motivo pra rolar um churrasco; 

Sabe exatamente a distância entre sua casa e a praia e o quanto vai se aborrecer no caminho, mas mesmo assim não desiste de ver o mar e dar aquela caída! 

De Santa Cruz ao Leblon; 
da Rocinha a Marechal; 
da Penha a Barra; 
de Sepetiba a Rocha Miranda, 
da Ilha a Oswaldo Cruz, Campo Grande e todos os demais bairros da cidade.

Ser carioca é morar em qq um deles e sentir o mesmo orgulho da naturalidade independente do endereço!


ESCREVI ESSE TEXTO TEM UM TEMPO ENORME E RESOLVI RESGATAR LÁ DO FACEBOOK E COMPARTILHAR AQUI COM VOCÊS. ESPERO QUE CURTAM!

Beijos,
Vê 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Feliz Natal

Então é Natal!
E dai? Se você não comemora, respeito você. 
Se você ama, também respeito. 
Se acredita em Deus, te respeito, se não acredita, respeito também.
Para todos os meus queridos amigos eu desejo amor.
Amor sim, mesmo que o seu colega tenha votado no Aecio quando vc defendia a Dilma ou então se ele votou na Dilma quando você defendeu o Aecio.
Amor quando você faz o bem sem olhar a quem.
Amor quando você transmite coisas boas no seu olhar mesmo estando despedaçado por dentro.
Amor pela família, pelos amigos, pelas suas escolhas, por si mesmo.
Seja lá qual for a sua crença, não importa qual é a minha, que o dia de hoje seja celebrado com amor.
Só isso!
Feliz Amor, ops, Feliz Natal.


Com amor, Vê

domingo, 14 de dezembro de 2014

Minhas lindezas.

Amo mais que tudo! Minhas preciosidades. A razão dos meus dias mais bagunçados e coloridos.
Maria Isis e Selena Rosa.
Um carioca;
A outra Piracicabana.
Uma irmã da outra; a outra a cara da uma.
Uma surpreendeu e a outra estreou.
Obrigada meu Deus pela oportunidade de ser mãe.
Vê. 

domingo, 30 de novembro de 2014

A superação.

Oi gente!!

Hoje to deveras cansada! Fui prestar um concurso na cidade de Limeira, cerca de 30 km aqui de Piracicaba.

Para chegar até lá só de ônibus ou carro. Como eu não sabia nada, resolvi ir de carro.
Contei com a ajuda de uma amiga q me apresentou outra menina e ela foi de carona comigo. 

A garota super foda de navegar gps e chegamos no local sem nenhum problema.

Agora a minha superação: dirigir na estrada!

To tão feliz, mas tão feliz que não cabe em mim!


Era só por hj! Compartilhar felicidade!
#dirigicemkm
#amomeucarro

Vê 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Os opostos se atraem mas não se entendem?

Assisti ontem o programa Saia Justa no canal fechado GNT e o último bloco foi sobre relações amorosas. Lá as saias falavam o seguinte: hoje em dia, cada vez mais as pessoas estão buscando pares que sejam cada vez mais parecidos consigo mesmo ou ainda o lance dos opostos se atraírem fala mais alto?

Well, well... Vou dizer a minha experiência e de repente sirva rs.

Estou junto com o meu marido há exatos 13 anos, 10 anos de casamento, duas filhas, uma mudança de estado e várias situações de maravilhosas a péssimas. Nós somos COMPLETAMENTE diferentes.
Não temos o mesmo gosto musical; ele é diurno e eu noturna; eu falo demais e quase não fala; eu sou explosiva e ele contido; eu tenho uma rede de amigos/colegas/conhecidos enorme e ele apenas um grupo seleto; ele não canta nunca e eu vivo cantarolando mesmo que muito mal... E por ai vai.

E como viver com uma pessoa completamente diferente de você? Respeitando-a! Simples.
As vezes é difícil sim, porque tanto eu quanto ele gostaríamos que tivéssemos mais gostos em comum, mas depois de tantos anos juntos a gente aprendeu que se não conseguimos "suportar" os gostos um do outro, a gente se libera para fazer algumas coisas sozinhos e nem assim deixamos de nos amar e nos respeitar.

Hoje, morando fora do Rio de Janeiro, não temos tanta liberdade assim por conta das crianças (aquele velho papo de não ter onde deixar e coisa e tal), mas mesmo assim procuramos ao máximo ter qualidade quando estamos juntos.

Conversar... Isso e o grande barato! Lá n Saia Justa a Maria Ribeiro disse uma frase que eu super concordo: você deve casar com uma pessoa com a qual você goste de conversar. E é a mais pura verdade. Se você fez lá os votos de "juntos para sempre" seja lá na frente de quem apenas entre os dois, conversar com seu par é fundamental.

Ter alguém que te ouça, que confie em você pra ouvi-lo também, que possa rir de você ou com você, ou que simplesmente te mande calar a boca quando necessário, é tão bom...

Resumo da opera: acho que afinidades devem existir sim, mas a questão da divergência, além de gerar outras opiniões, dá aquela sensação de que defender o seu ponto de vista e ver o outro defender o dele vai gerar algo de bom no final, realmente é muito legal. E fora que saber que você complementa no outro coisas que ele não possui e vice-versa é o grande barato.

Seja lá o que for, do jeito que for, para onde for, ame! 

Beijos e me liguem.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Quando chega o ponto final?

Essa é a história de uma grande amiga me autorizou a publicar trechos de nossa conversa em uma rede social. Os nomes foram trocados, então não adianta procurar por elas no meu facebook kkkkk.

Monique tem 27/28 anos mais ou menos e vive com Inaiá há mais ou menos 8 anos. Essa relação sempre foi permeada por idas e vindas e nesse momento estão na fase "idas". Sempre viveram juntas, famílias conhecidas, não sei em qual momento elas se descobriram apaixonadas. Inaiá sempre teve certeza da sua escolha sexual, diferente de Monique, que por anos namorou rapazes a fim de suprimir sua verdadeira preferência: assumir que gostava de meninas.

Ok, eu não sei da historia a fundo, mas o que eu quero escrever aqui é o que ela contou esses dias e me fez pensar muito. Em que momento devemos por um ponto final numa relação? Talvez a maioria diga que é quando não exista mais amor, mas eu discordo. Enfim, bora lá. 

Mesmo todos sabendo, elas oficializaram a relação há pouco tempo através de uma declaração numa rede social. Eu fui uma que fiquei surpresa, mas como sou muito amiga de Monique, liguei e me informei rs, daí ela deu alguns detalhes da história, que pra mim na verdade pouco importaram, o que eu queria mesmo é que ela fosse feliz a todo custo.

Passado tempo, eu tive a oportunidade de conhecer pessoalmente a Inaiá e obviamente fiz o meu registro pessoal sobre ela (só pra mim) e depois de um tempo comentei com a Monique o que havia achado da linda moça que ela tinha como esposa.

A questão toda da relação delas além do ciume, ainda perpassa pela imensa diferença entre as duas de ver a vida. Monique é controladora, empreendedora e destemida. Inaiá é tímida, conformista e mais séria. Monique não tem medo de arriscar. Já foi empregada formal, empresária, novamente voltou ao mercado como trabalhadora assalariada, sempre mudando de ares de acordo com a necessidade e vontade. Já morou sozinha, acompanhada com pais e irmãos... Enfim, é cidadã do mundo. Diferente de Inaiá, que sempre viveu com a família, adaptando-se apenas ao que a realidade lhe oferecia.

Agora leitores me perguntem: por que razão dar essa volta toda pra contar a historia?
Resposta: porque além de querer que vocês criem uma imagem das minhas personagens em suas cabeças, eu preciso ganhar tempo e escolher as melhores palavras pra falar de algo que eu só conheço aos olhos de outra pessoa (leiam Monique) e sem profundo conhecimento de causa, ou seja, minhas considerações apenas de amiga (aquela da tendência ao acolhimento).

Resumo: Monique já não sabe mais se ama ou não Inaiá. 

Uau! Por conta dessas diferenças que ambas possuem, as brigas e desentendimentos estão ficando constantes. A personalidade controladora e exigente de Monique entra em choque com o conformismo e as vezes a indiferença de Inaiá. Monique cobra, chama pra si a responsabilidade da relação, incentiva a esposa a estudar mais, a viver a vida e forma mais leve, mas ao mesmo tempo sufoca: sim, ela cuida demais, cobra demais, exige demais e por conta disso Inaiá não corresponde. Em contrapartida, Inaiá responde com silêncio, crises intensas de ciúmes e a tal indiferença.

No meio da minha conversa, perguntei à Monique se ela não estava tratando a esposa como uma filha. Enchendo-a de tarefas e esperando que as mesmas fossem realizadas com sucesso para ofertar uma recompensa logo em seguida. E digo mais, existe amor sim nessa relação, mas como Monique mesmo disse, acabou a admiração. Estão saturadas tanto que estão "dando um tempo". Daí Monique falou que tinha medo de acabar com um casamento por conta de uma crise. Eu obviamente concordei, mas fiz questão de enfatizar que: quando acaba a tal admiração, ao meu ver, essa pessoa que está a seu lado começa a mudar de prioridades na sua vida.

Levei a ela a refletir se realmente o que ambas sentiam uma pela outra nesse momento era amor entre duas pessoas que querem viver juntas, dividir coisas, a cama, o sexo, o prazer ou era apenas um sintoma de comodidade e medo do novo. Disse também que eu pensava que as pessoas que passam por nossa vida não deixam de ser especiais. Em algum momento elas vão mudar de posição digamos assim, mas não deixam de fazer parte de nossa historia e de contribuir para o nosso crescimento.

Enfim, povo, eu não induzi a minha amiga a nada, mas com certeza conforme ela disse, as minhas palavras serviram para que ela pudesse se organizar internamente e quando fossem conversar novamente, poderia estar mais segura e mais forte para qualquer que seja a decisão tomada.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS: Monique e Inaiá, vocês formam um casal lindo. Reflitam e façam o que for de melhor para ambas, juntas ou separadas. Nada do que qualquer pessoa disser (inclusive eu) deverá ter mais importância do que o sentimento que ambas possuem uma pela outra. Desejo que a felicidade bata à porta de vocês e cubra esse lar de bençãos.
E se a separação for o melhor caminho, que seja feita com responsabilidade e tranquilidade.
Desejo sorte às duas!
Monique: EU TE AMO!!!! Obrigada por compartilhar comigo suas histórias, as minhas, a nossa amizade.

Beijos me liguem, me chamem no whatsapp, no messenger, mandem cartas, sei lá, mas leiam e comentem muito por aqui!



terça-feira, 25 de novembro de 2014

Sobre terapia, amizade e conversa de botequim.

Olá pessoas!

Estou ficando tão assídua que nem estou me reconhecendo rsrs. Então já que é assim, sentem que lá vem história.

Ontem aconteceu uma coisa curiosa. Três amigas me procuraram para conversar, desabafar e colocar as fofocas em dia. No meio de todas as conversas, as três meninas me disseram a mesma coisa: você deveria ser psicóloga. Fui dormir pensando nisso e quando acordei hoje, achei que os leitores tinham que saber quais foram as minhas considerações...

Eu desde de muito nova sempre tive tendências ao acolhimento, talvez até por isso quando adulta, tenha escolhido a profissão da qual muito me orgulho - o serviço social/assistente social. Sempre estava dando "conselhos" amigos e amigas, mais jovens ou mais velhos e sempre fui aquela em que as pessoas viam credibilidade. Bom isso né? Sim e não!

Nunca pude fazer besteiras porque como adolescente/jovem/adulta muito madura, tais ações não cabiam para mim, soava estranho ou falso. Eis que então eu acabei aprendendo a conviver com essa maturidade que sempre me foi característica desde a primeira infância.

Ok e por que contar isso tudo? Porque eu acho simplesmente maravilhoso poder ajudar da melhor maneira possível, até porque estando de fora, você acaba visualizando a situação melhor. E também porque como eu não sou habilitada, eu acabo tendo liberdade com um Q de respaldo. Todo mundo que me conhece sabe o quão aberta é a minha cabeça. Como eu levo a minha vida sem preconceitos, sem rótulos (odeio) e sempre vislumbrando o melhor.

A minha positividade e objetividade funcionam com "os meus", as vezes no campo profissional dá uma rateada rsrs, mas o foco não é esse, fica pra outro post. Outra coisa que eu acho que é interessante, é que eu não me choco com revelações bombásticas. Sim! Pode ser por conta da profissão, por conta das inúmeras leituras que fiz ao longo da graduação e faço até hoje quando posso, além da minha essência. Pra mim é muito mais fácil compreender e naõ julgar, mesmo que não concorde.

Finalizando: eu não sou e nem serei psicologa. Sou assistente social do fio de cabelo ao dedo do pé, em todos os momentos da minha vida, exercendo economicamente o não a profissão. Mas eu sou amiga pra toda hora! Quer bater papo? Beleza, bota um cerveja (mesmo que seja virtual) e me conta seus problemas kkkk!

Para vocês meus queridos amigos, Veronica será aquilo que vcs precisarem (menos caixa eletrônico kkkk), com todo amor e carinho de sempre. Dando a atenção necessária no momento desejado, mas sabendo exatamente que a partir de então, a resolutividade de qualquer questão é de vocês e que provavelmente eu vou "deletar" toda e qualquer conversa, porque eu não consigo mais absorver... Descaso? Não! Vejo como mais maturidade ainda!

Beijos!
Me liguem,
Me chamem no Whatsapp,
No Chat do Facebook,
Leiam meu blog,
Sejam meus!!!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Final round.

Mais de um mês depois eu voltei. Outro dia de insônia, mas definitivamente eu fico mais criativa.
Passada a loucura das eleições (só misericórdia pra aguentar), eu vou dar o meu parecer.
Eu tenho 33 anos (faço 34 daqui uns dias em 11/11) e ao longo da minha vida sempre me deparei com as mais adversas dificuldades, de todas as espécies. Uma delas é que ser negro no Brasil não é tão fácil como se pensa. Ainda existe muito preconceito velado e esse pra mim é terrível. Só que eu não ligo muito para essas coisas e sigo em frente.
Mas por que dizer isso? Porque com a amplitude dos debates nas redes sociais por conta das tais eleições o que mais me chamou atenção além do fanatismo quase que futebolístico dos simpatizantes dos partidos, foi a intolerância.
Sim, intolerância racial, religiosa, de preferência sexual e partidária.  Dividiram o pais em eleitores bons e maus. Partido bom e mau.
As pessoas esqueceram de mencionar que numa democracia temos diretos e também deveres. Direito de nós expressar e o dever de respeitar o outro independente de suas escolhas.
A grandes questão foi que mais uma vez estamos no centro das manchetes negativamente. Querendo dividir o Brasil, xingando o candidato x de usuário de drogas ou dizendo que nordestinos tem q morrer.
E de que adianta? Porra nenhuma! Pq no final das contas os ricos continuarão ricos e os pobres continuarão pobres.
Na minha humilde opinião, política é muito mais que compartilhar meia duzia de palavras insanas na rede. Política se faz dentro de casa, na vizinhança, no trabalho, na escola das crianças.
Corrupção vai mais além do que o partido x ou y faz. É aquela grana q vc da pro guarda não te multar, ou então o sinal de Tv a cabo que você rouba sem se sentir culpado, por aí vai longe.
A grande questão é: se você não está satisfeito com o resultado das eleições assim como eu não estou (não votei em nenhum dos dois candidatos), faça o seu papel como cidadão. Corra atrás dos seus direitos, cobre, fiscalize, exija.
E dedique um pouco mais de tempo a analisar a questão social, essa sim muito mais ampla do que qualquer outra que possamos ter.
Num pais em que a desigualdade é imensa, cada eleitor sempre vai votar pensando no seu bem estar. E é exatamente aí que a gente se ferra feio.
Enquanto não votarmos pensando no coletivo e na organização e estruturação de uma nação, seremos sempre um pais de terceiro mundo em desenvolvimento, desenvolvimento esse que nunca chega por única e exclusiva culpa nossa.
Fica a dica.
Bye!
Vê.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Há tempos em Pira!

Meu Deus!
Coitado do meu bloguinho... Abandonado, jogadinho pras traças. Eis q numa insônia eu volteiiiiiii!
Ta, senta que lá vem história!

Três anos e pouco de Piracicaba e eu acho que devo me pronunciar.
Quando eu soube que viria morar aqui confesso que fiquei zonza. A ideia de deixar o Rio de Janeiro me assustou demais da conta.
Os primeiros meses foram dolorosos, o primeiro ano foi complicado e ao mesmo tempo surpreendente. Tanto que eu engravidei, sim eu tenho uma filha piracicabana, ou pra quem quiser, paulista.
Aqui em Piracicaba eu aprendi a dirigir nas piores ladeiras do mundo (ta que eu ainda morro o carro, mas ta valendo), tive certeza que preconceito racial e distrital anda existem (mas to pouco me lixando), tive certeza que fazer amigos de verdade é mais difícil do que se imagina.
Descobri o que realmente é inverno, pq 4 graus é pros fortes. Também descobri que privacidade faz bem. Aquela parada dos vizinhos participando ativamente da sua vida que tem no Rio, aqui não rola. As pessoas até notam, mas não comentam, o que muitas vezes te da a sensação de que não há com quem contar, mas acaba sendo bom.
As pessoas não são disponíveis no geral, não te dão as coisas mastigadas, quando vc pede ajuda elas falam exatamente o que vc precisa fazer pra conseguir o que precisa (na verdade criam em vc um senso de orientação e de organização), se vc realmente quer corra atrás (difícil essa adequação pra cariocas).
Aqui é calor pra cacete. Sim, tem dias que faz mais calor que no Rio, sem uma brisinha, quase sem árvores. Isso é duro!
Para criar crianças aqui é bom. Tem bastante maneiras de lazer com elas. Parques, áreas abertas, locais de exercícios, basta garimpar. Ah, também tem o rio Piracicaba! Que lindo! Charmoso, imponente e o cartão postal que os piracicabanos exibem com prazer quase que de "Cristo Redentor", mas ta valendo pq é lindo.
Porque eu resolvi escrever isso? Além da insônia eu quero agradecer a Deus pela oportunidade de poder viver aqui, uma cidade bem mais tranquila e com um potencial enorme. Quero dizer também que não existe lugar melhor ou pior. Nasci no Rio de Janeiro, amo minha cidade, sei q ela tem coisas que em nenhum local tem, mas morar fora me fez perceber que amor é amor. Não importa onde vc more ou onde vc nasceu, quem faz o lugar somos nós.
Estou nesses dias em especial com muitas saudades da minha cidade, do meu povo, da minha língua (sim apesar de todos falarmos português, cariocas e piracicabanos possuem dialetos próprios), saudades e saudades.
Mas não posso deixar de dizer que vir pra Piracicaba foi uma das melhores escolhas que fizemos e que voltar pro Rio de Janeiro, por enquanto será em datas comemorativas, nas férias e quem sabe um dia de acordo com as curvas oferecidas pelo destino.
Obrigada Piracicaba!

Vê.


terça-feira, 29 de abril de 2014

No Rio de Janeiro, viver é cada vez mais difícil.

Como boa carioca da gema, suburbana, moradora dos pés de uma comunidade (leia favela se quiser), eu sempre me orgulhei de poder ir e vir dentro da minha cidade, mesmo tendo sofrendo violência tempos atrás.
Hoje, lendo noticiários eletrônicos, acompanhando pela Tv e outros meio de comunicação, começo a dar graças a Deus por estar longe do Rio criando minhas meninas.
Triste demais os últimos acontecimentos, as demonstrações de terror e abuso de poder tanto da polícia quanto da população. Sim, porque a comunidade tem poder de difamar e de propagar o crescimento da sua localidade.
Recentemente tivemos o caso do DG, dançarino do #esquenta, que foi assassinado. Não to aqui para levantar bandeira nenhuma, até porque não ganharia nada com isso, mas consigo me colocar no lugar da mãe e do policial.
Mais recente ainda, a loucura que vem acontecendo no complexo de favelas do Alemão, uma verdadeira barbárie, violência extrema e burrice tamanha.
A população que não sabe protestar, acaba com os serviços públicos que ela mesma lutou tanto para conseguir. A polícia, mal paga, amedrontada e com um estigma de anos e anos de terror e medo.
Penso, onde vamos parar? De que forma as pessoas em geral vão conseguir manter seu direito de ir e vir? E o dever de zelar pelo patrimônio público? Nem se aplica. 
Acho que nenhum jovem deve perder sua vida num tiroteio ao chegar do trabalho ou de uma noite de lazer; nenhum filho deve perder seus pais vítimas de bala perdida; nenhum policial deve ser brutalmente assassinado no cumprimento do seu dever.
A nós, só resta rezar e pedir que tudo isso acabe e que nossas crianças possam caminhar em paz, senão... Nem sei!

#imaginanacopa

Vê.

terça-feira, 25 de março de 2014

As surpresas das redes sociais.

Eu sempre fui relutante quanto ao ingresso em redes sociais. Lembro que na época do finado Orkut, eu ria dos meus colegas de trabalho que viviam lendo coisas, postando fotos e afins.
Até que um dia resolvi experimentar e não parei mais. Migrei ao Facebook, mesmo não sabendo usar, tenho Twitter que quase nunca uso e instagram que pouco uso também. 
Ok, mais porque essa ladainha? Simples, para dizer o quanto anda cansativo viver e ver o que acontece nas redes sociais.
Há aqueles que prestam serviços à comunidade e compartilham coisas realmente interessantes; os engraçados com tiradas que servem pra te alegrar; os pseudo-intelectuais que só falam asneiras e a pior categoria: os analfabetos funcionais que se definem através de frases contidas em pagodes. Esses sim me tiram completamente do sério. 
Nada contra curtir um determinado gênero musical, até porque gosto é igual time, cada um tem o seu. Mas me incomoda muito as pessoas que escrevem mal, e quando falo do mal, falo do quanto é ruim para os meus olhos ler graves erros de português. Faz o mesmo efeito da audição.
Fico triste sabe, porque na maioria das vezes são pessoas que poderiam gastar mais tempo lendo um bom livro para aperfeiçoar o vocabulário, aproveitar mais o tempo na sala de aula, seja qual for o nível em que se encontram, mais não, vão se definir com trecho de musicas do Belo, por exemplo.
Sempre achei e continuo tendo o mesmo pensamento que somente com educação de boa qualidade teremos um país justo e igualitário. Só que isso é discussão para outra esfera.
Nesse momento só peço aos queridos e queridas que utilizam a internet como ferramenta de diversão, trabalho e afins, que considerem a utilização de dicionários, gramáticas e principalmente de leituras que enriqueçam não só seu vocabulário, mas também sua vida.
Por um mundo virtual sem chacotas.


Beijos caipiras,
Vê😘

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Enquanto isso...

Mais uma sumidinha para não perder o costume. Da ultima vez eu estava um tanto quanto "revolts" rsrs, mas agora vim celebrar.
Desde o dia 29 de Janeiro que eu estou dirigindo direto. Pois é, no final do ano passado meu marido me deu um carro e estava eu no dilema de sair sozinha com as meninas e coisa e tal. 
Confesso que venho pegando cada vez mais o gosto pela coisa. Eu tinha certeza que dirigir seria muito melhor do que eu esperava, mas tem lá seus percalços.
A primeira coisa chata é a impaciência no trânsito. As pessoas são mal educadas, não ligam para o próximo e são desobedientes quanto as normas.
Estão sempre tentando um jeito de se dar bem. Gentilezas então, quase nunca.
Eu juro que estou tentando e me esforçando, mas ainda bate o nervosismo, morro o carro nas subidas e minha troca de marcha da 1 para a 2 ainda é deficiente. Estacionar também vem sendo um problema rsrs, mas gente muito experiente diz que só o tempo e a prática me farão melhor.

Então, só me resta aguardar e não deixar de praticar.
Beijocas para quem acompanha e bom carnaval. Sim, pq de bom o meu só vai ter o aniversário de um ano da minha caçula, no dia 2 de março.

Fiquem na paz e... Se dirigir não beba!
Vê 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Nem tudo que reluz é ouro.

Estou besta como minha assiduidade nesse blog vem crescendo. Acho que preciso de férias sempre.

Vim falar de uma coisa que pra mim é vital: amizade. Sempre fui uma pessoa de muitos amigos, inserida em várias turmas e acho que bastante querida. Fato que sempre me orgulhei muito.

Hoje os muitos amigos se transformaram num grupo seleto que posso realmente contar nos dedos. Aquele pessoal que vive dizendo que está com saudades, que te ama e coisa e tal, mas não te liga, não te procura... To fora!

Posso dizer que hoje, só posso contar com poucas pessoas além da minha mãe e de meu marido! E para essas pessoa que a partir de agora dedicarei meu tempo, darei meu carinho e amizade.

#beijonoombro

Vê 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Perigo

Há certas coisas que você nunca acostuma. Uma delas é a briga pelo controle de pontos de droga no Rio de Janeiro. 
Existe um descaso tão grande por parte das autoridades que chega a beirar o caos. 
Essa noite ouvimos (algumas pessoas presenciaram) o poderio das armas e a ousadia dos meliantes, que não poupam esforços para alcançar seus objetivos.

Pela rede social, comentando um post de uma amiga, eu disse que "desacostumei". Na verdade passei a conviver com uma realidade sem tiros, diferente de quando morava no Rio.
Morro de pena de quem mora em comunidade e imediações, porque as pessoas não tem culpa e nem merecem passar pelo pavor e medo que enfrentam diariamente.

Será que um dia vamos ter sossego? Será que os cariocas um dia terão paz em suas vidas para criarem seus filhos e viver em paz?

Nas próximas eleições não votem! Por favor!

Até mais,

sábado, 4 de janeiro de 2014

Agora eu tenho certeza.

Há cerca de 2 anos e meio eu mudei com a minha família para outra cidade por conta do trabalho do meu marido. Quem acompanhao blog sabe o quanto eu falei a respeito. Tinha saudades do Rio de Janeiro, do sotaque, da praticidade, dos amigos, enfim de tudo!

Hoje estou de férias no mesmo Rio de Janeiro que tanto amo e posso afirmar com certeza: hoje aqui não é o meu lugar.

Sinto saudades da minha casa, do clima, dos amigos que eu não tenho por lá (porque aqui tenho tantos que eles  somem), de contar só comigo e meu marido, saudades de ninguém dizer que sente saudades de mim e não vem me ver...

Enfim, uma vez uma amiga disse pra mim que somente ela, o marido e os filhos que valiam a pena. Achei forte, mas hoje tenho certeza que ela está coberta de razão! 

Com exceção de alguns poucos amigos e minha mãe, o resto realmente é o resto!
Beijos,
Vê 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Chegou 2014!

Na primeira do ano que chegou sem graça, sem energia elétrica, sem ar condicionado e com muito calor (e sem praia mesmo estando no RJ), tive um sonho agora num cochilo no sofá e resolvi postar.
Quem acompanha o blog ou já leu alguma coisas aqui viu que há um tempo atrás eu perdi um grande amigo após ter contraído uma doença oportunista em decorrência do HIV (fato que a família nunca admitiu).
Então, em 06/12 passado fizeram 7 anos da morte desse rapaz. Eu confesso que não lembrei, mas hoje tive um sonho tão real que até me assustei!
Como estou de férias no Rio de Janeiro, acho que o subconsciente aflorou. Sonhei que encontrava a mãe do moço na rua, que conversávamos e instintivamente eu perguntava pelo meu amigo. De dentro da casa saia uma pessoa muito parecida com ele e vinha em minha direção com muita ternura, me abraçava, me beijava e dizia que tinha saudades. Assim passamos tempo conversando e "lembrando" das coisas do passado!
Até que fui embora é lá pelas tantas eu lembrei: como assim vivo? Eu fui no enterro, o cara morreu! Voltei pra brigar com a Mãe dele óbvio e a explicação foi que eu precisava desse contato já que ele morreu e nós estávamos brigados há pelo menos 10 anos.
Acordei com o telefone tocando e assustada. Será que isso tem alguma explicação? Vou orar pela alma dele!
Feliz 2014 pessoas queridas.