quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Não é otimismo, Fé!

O meu Deus é o Deus do impossível. Restaura, cura, ampara, ameniza, impulsiona, mostra o caminho, a justiça e acima de tudo o amor.
O meu Deus é igual ao de todos, a única diferença em mim e algumas pessoas é a doutrina/religião que eu escolhi para amá-lo!
Sim, eu sou umbandista! Religião unicamente brasileira, que ao contrário do que a maioria pensa, tem suas bases fundamentadas no amor e na caridade.
Nosso templo é chamado de terreiro, fazemos oferendas aos nossos orixás e os sincretizamos com santos católicos.
Sim, rezamos em todas as aberturas de giras o Pai Nosso e a Ave Maria!
Não fazemos mal a ninguém! O mal fica do lado de fora do nosso templo. 
Para todos que precisam de conselhos, afagos e caridade, as portas da minha religião estão abertas.
Acreditamos em primeiro lugar na fé de cada indivíduo, no livre arbítrio e na reciprocidade. 
Buscamos a cada dia a nossa evolução através da feitura do bem sem olhar a quem. Cada vez que seus médiuns se conectam com as forças da natureza, trocam energias e deixam emanar boas vibrações para todos que delas necessitem.
E assim, mais de 100 anos depois da primeira manifestação de nossa religião, ainda há aqueles que insistem em dizer e não reconhecer que sim: umbanda é religião, é brasileira, é de Deus é apenas faz o bem.
Contra o preconceito, a favor da diversidade e principalmente da sororidade. 
Com o coração cheio de amor e gratidão, quero dizer que eu me encontrei. Que a minha fé se renova e se restaura a cada dia. Que meus dias por mais difíceis que possam ser, estão sempre carregados de luz e amor. Não busco a perfeição, sou humana, falha e tenho minhas sombras, mas aprendi com os mentores espirituais que sempre há tempo de buscar a melhoria.
Muito obrigada Umbanda Sagrada, pela oportunidade de me livrar dos grilhões que por muitos anos me prendiam!
Que assim seja, axé!
Vê.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Envelhecer.

Oi pessoal.
Tardo mas não falho.

Estava agora a pouco assistindo o programa Papo de Segunda (que eu adoro) e os rapazes debateram um tema muito atual e difícil de ser falado: quando estaremos preparados para cuidar de quem cuidou de nós. Eles se referiam ao cuidado com nossos idosos (pais, avós, tios e pessoas queridas). Confesso que me pegou bem fundo porque no momento venho passando uma situação ligeiramente complicada com a minha mãe.

Para contextualizar, vou explicar...
Sou filha única, de pais separados desde a minha adolescência (mais ou menos 20 anos). Vivi com a minha mãe até o momento em que casei, mesmo assim a proximidade era enorme e eu acabei acessando lugares que eram dela e passaram pra mim. Com o avanço das tecnologias, minha mãe (por opção creio eu), resolveu ir se afastando e se negando acrescentar tais conhecimentos à sua rotina de vida.

Coisas simples como conectar o dvd na tv, ou ouvir um cd no aparelho de som, ou mesmo realizar uma transação bancária começaram a ficar cada vez mais dispendiosas e apavorantes para ela. Eu estava sempre ali, amparando, cuidando, resolvendo e tentando fazer como que ela pudesse ir adiante... Ledo engano.

Mas isso não é o que me incomoda ou incomodou, pelo contrário, faço com prazer. O que vêm me preocupando bastante é a negação diante de situações óbvias que podem vir a prejudica-la seriamente. Cerca de 5 anos, eu mudei de cidade (quem acompanha o blog deve ter visto um ou outro post falando disso) e a distância passou a ser real, Nos vemos uma vez por ano, quando conseguimos, porém o contato telefônico é diário. Por que falar sobre isso? Justamente porque eu venho percebendo que as coisas estão cada vez mais confusas.

Ao envelhecer, nós não perdemos a nossa capacidade de discernimento e nem muito menos de pensamento ativo e atuante, porém as limitações físicas e de saúde começam realmente a aparecer em larga escala. Para uma pessoa muito ativa, o surgimento de doenças e impossibilidades pode ser a chave para um processo de derrocada geral. E nesse momento, estou vendo isso acontecer com a minha mãe.

Recentemente ela quase perdeu a visão por orgulho de não dizer que precisava de alguém para acompanha-la ao medico. Onde ela mora, é cercada por parentes próximos que jamais se negariam ao auxilia-la caso precisasse.
Qual meu medo? Não estar por perto caso aconteça algo grave.

Será que eu esteou preparada realmente para cuidar dessa pessoa que cuida de mim até hoje? Será que ela está preparada para perceber que a partir de então haverá necessidade de cuidados mesmo que sejam mínimos?

Veio na minha cabeça o ciclo da vida. Aquele que aprendemos no jardim da infância: nascer, crescer, envelhecer e morrer. Me pareceu tão cruel...

Me leiam,

quinta-feira, 10 de março de 2016

Todas elas juntas num só ser.

Caramba, esse blog é uma avacalhação mesmo.  Não sei como ainda (e se ainda) as pessoas param para me dar olhos hahaha.
Passo séculos sem vir, faço uma pá de merda e depois chego com a cara de cachorro que caiu da mudança pedindo desculpas. Prazer, it's me!

Tanta coisa aconteceu de lá pra cá que nem sei por onde começar. Vou apenas atualizar rapidão: marido desempregou, eu enlouqueci, gastamos rios de dinheiro pagando um terço das dívidas, continuamos na merda, mudei de casa, continuo desempregada, consolidei antigas, novas e importantes amizades, minha mãe veio pra cá no carnaval, minha fé continua inabalável, fui numa cartomante... Aff coisa pacas!

Mas o melhor de tudo foi uma coisa que pode parecer besta mas eu fui aceita como escritora do blog Obvious. Esse site/blog tá mega famosinho nas redes sociais. O povo lê mesmo e comenta geral. Eis que eu um dia resolvi mandar uma proposta, eles aceitaram e publicaram meu texto.

Pensem num criatura feliz... Pois é, fui eu. O texto ainda está muito aquém da maioria das pessoas que escrevem por lá, mas está muito personalizado. Quem leu por lá, reconheceu a mesma Veronica que escreve mal e porcamente há anos por aqui.

O bom disso tudo é que eu sempre fui parabenizada pelas pessoas por ter uma abordagem simples e dinâmica sobre os mais diversos assuntos e ter um texto aceito fora do meu mundo (a minha blogsfera), me fez perceber que talvez eu possa sim ir além daquilo que eu imagino como sendo razoável.

Então pessoas, deixo aqui o link do meu texto. Entrem lá, comentem, me façam feliz ainda mais, porque vou falar pra vocês: tá foda hein!
http://obviousmag.org/centrada_e_descontrolada/2016/ah-maria.html

Beijos imenso e muito carinhosos.
Prometo não sumir mais do que o necessário.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Sobre amor

Da ultima vez que eu vim aqui postei um trecho de uma música da banda O Rappa que eu curto muito. 

A música é maneira, fala meio que de amor a dois, mas eu com a minha mente criativa entendi de uma maneira mais ampliada. 

De uns tempos pra cá eu tenho entendido o amor na sua plenitude sabe? Tenho praticado esse amor das mais variadas formas.

Com meu marido, minha mãe e filhas, com meus amigos, com outras pessoas nem tão próximas assim. Ou seja, estou no momento de energia plena e com cada vez mais certeza de que ao regastar a minha fé (que andava perdida), tudo está ficando cada vez mais claro.

Por muito tempo em minha vida eu fui preconceituosa com religião. Sempre achei que a umbanda por exemplo, fosse  exatamente como descreve o senso comum: algo q só faz o mal. Eis que Deus, infinito em sua grandeza, me levou a um lugar em que eu me senti tão em paz, que não tive vontade de sair.

Esses meus encontros com a minha religiosidade têm me deixado num sentimento de paz profunda. Tenho recebido colo, conselhos, proteção e energias extremamente boas e puras.

Venci o meu preconceito, voltei a me relacionar com a minha fé e hoje, mais do que nunca sinto que me conectei com meu dom: o de acolher e ajudar.

Continuarei aqui ou em outros locais, sempre pregando o amor, a caridade e a troca de bons fluidos.

Como disse ontem o dono da casa onde freqüento: que a partir de hj, vc não deixe que ninguém te aborreça.

É isso.

Beijo me liga.
Vê 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Boa noite Xangô!

"Noite chegou
Uma estrela caiu no mar
Boa noite Xangô
Anjo de Yemanjá
Um barco cheio de flor
Alguém para te esperar
Quando você chegar
Ou for..."

Salve O Rappa
Salve a malandragem carioca
Salve a umbanda
Salve a minha fé.

Vê 

domingo, 23 de agosto de 2015

E aí faz o que com a ansiedade hein?

Gente do céu! Esqueci do blog (mentira), dei uma sumida mas olha eu aqui outra vez.

Ao invés de falarmos de Jequiti, vamos falar de uma caracterisitica que vezes soa como defeito: ansiedade. 

Eu, por exemplo, sou mega ansiosa. Sou capaz de não dormir caso esteja na espera de algum acontecimento que seja relevante pra mim. E quando alguem fala assim ó: quero falar com você depois... Nossa Senhora! Quase enfarto!

Bem, a grande questão que me fez vir aqui hoje é escrever sobre isso é que estou vivendo uma das minhas fases mais ansiosas dos meus 34 anos de idade.

A terapia tem me ajudado a nao entrar em parafuso, mas vezes por outra me pego imaginando coisas a respeito da situação que causa a tal ansiedade.

A loucura é num grau tão elevado que: crio as minhas falas, as falas da pessoa, as possibilidade (geralmente de dar merda) e no fim das contas eu acabo me sabotando.

Nunca fui uma pessoa pessimista nao, mas ha situações em que eu sempre acho que as pessoas serão beneficiadas e eu não. Será crise? Vai saber!

Vou trabalhar isso na terapia daqui duas semanas (gente a mulher quer me matar, não tem sessão essa semana).

Se eu não morrer de ansiedade essa semana, conto pra vocês como foi.

Ah, sabe a pior coisa dessa bosta de ansiedade: tira meu sono mas não tira minha fome! Mermao, é ou não é um sentimento do capeta?

Beijos,
Vê.

domingo, 7 de junho de 2015

Tears for Fears e os meus 15 anos.


Esse foi o primeiro cd que eu ganhei, numa era onde usávamos fita cassete. Ter aparelho de som com reprodutor de cd era chique por demais, tanto é que na minha casa, primeiro compramos o 3 em 1 (vitrola, cassete e radio), para depois, quando sobrou grana, chegar o famoso leitor/tocador de cd.

Eu tinha 15 anos quando meu pai me pediu pra escolher um presente bacana que eu jamais fosse esquecer... eu já curtia muito a banda de ouvir pela rádio Cidade, acho que meu primeiro contato com músicas da banda foi aos 10 anos de idade ouvindo um programa noturno chamado: Good Times 98. Eis que entramos nas lojas americanas de Madureira e ele estava la: lindo, brilhoso, reluzente. Ganhei!!! E tenho até hj, com quase 35 anos (pelo menos a capa pq o cd sumiu como que por encanto, mas vou achar, um dia, quem sabe).

As pessoas que me conhecem sabem o quanto eu amo música e como isso me é transformador e me renova. Ouço música porque to triste, porque to feliz, por tudo e por nada. Não tenho preferências tão acirradas, me permito ouvir algumas coisas foram do que eu geralmente ouço, mas Tears for Fears eu não consigo deixar de ouvir.

Me lembra da paixão pelo Luciano (vulgo Ferreirinha), das horas tentando achar na banca a Querida, Carícia ou a Capricho que viesse com letra e ainda dar a sorte de conseguir estar em casa na hora que o locutor dissesse que tal música ia tocar em tal posição, correr, pegar o cassete e conseguir gravar sem que a minha mãe entrasse no quarto falando e a voz dela saísse no fundo da gravação.

Tempos bons onde precisávamos nos esforçar para buscar formas de divertimento, onde os encontros de amigos eram regados a conversa fiada e música. Bem cantada, mal cantada, apenas ouvida, sentida.

Desse disco ai, minha preferida é Advice for the young thar heart - que por sinal hoje eu ouvi dentro do supermercado (motivo pelo qual me fez escrever). Eu cantei! Cantei mal, mas foi tão bom. No final me vieram lágrimas nos olhos e não foram pelas cebolas que eu manuseava não, mais pela felicidade de sentir, de lembrar, de poder ter vivido.

Obrigada Deus pelos meus 34 anos, pelas minhas vivências, experiências e pelo meu amor incondicional pela música. Thanks Tears for Fears, vocês contribuem até hoje pra isso!

Vê.

Start the play!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

E o povo, como está?

O bom de ter um blog só meu, é que a vontade de escrever vai e vem e eu consigo administrar isso no meu tempo e sem cobranças.

Quero falar das pessoas, ou melhor, das minhas impressões sobre como as pessoas andam se comportando ultimamente. Desde as eleições presidenciais passadas, eu comecei a observar como a intolerância vem dando as caras de maneira exacerbada e até conturbada. Não há mais coerência no que se diz, as ideias estão confusas e atacar (sem saber exatamente o porquê), virou rotina.

Lógico que com o advento das redes sociais, as pessoas começaram a expor mais as suas ideias e tais feitos tomaram proporções. Várias curtidas, inúmeros compartilhamentos e assim vemos uma sucessão de desordem e desatinos em nossas "timelines".

O que realmente me intriga é que diante de tanta intolerância, excesso de rusgas e uma enorme falta de respeito para com as opiniões alheias, qual será o mundo que deixaremos para nossos filhos?

De que maneira, em nossa velhice, nos relacionaremos? Ainda estaremos preocupados se a pessoa que dorme na cama do vizinho é ou não do mesmo sexo que ele; se a família ainda será naquele molde patriarcal lá do século XIX?

Tenho medo!

Medo de não conseguir e de não estar mais aqui nesse mundo para proteger (ou ao menos tentar) minhas filhas de "tanta babaquice, tanta caretice, dessa eterna falta do que falar..."

Sigamos! Sempre em frente, lutando para que dias de paz realmente sejam uma constante e não apenas um desejo utópico.

Vê.

sábado, 4 de abril de 2015

Tentando.

Eu sempre achei que fosse fácil ser forte, mas vou te falar uma coisa, é difícil pra cacete, ainda mais quando você foi doutrinada para a coisa, vendo sua mãe ser a fortaleza e nunca cair mesmo diante de um tsunami.

Eis que me encontro numa fase ruim. Deprimida. Pois é família brasileira, nunca pensei que um dia diria isso em alto e bom tom. Os motivos são inúmeros e não vou listar, mas de uma coisa eu tenho certeza: as pessoas não tratam as dores emocionais de uma maneira muito bacana não.

A quantidade de frases feitas que se ouve é tão grande que dá pra escrever um livro de auto ajuda. De verdade eu não venho buscar fama e nem reconhecimento, mais eu confesso que a pior solidão é aquelas em que pode estar o mundo aos seus pés e mesmo assim você quer pular.

Tenho tentado me animar, me organizar internamente, mas tá complicado, to morrendo de medo de explodir antes de começar a terapia, mas estou me controlando. 

Quando eu comecei a escrever esse post estava num processo dificultoso com o plano de saúde, só que desde o início da semana, consegui resolver. Achei uma profissional bacana, mais velha que eu (isso era algo que pra mim seria um ponto favorável) e principalmente percebi que ela vai me desafiar. Preciso disso.

Eu faço terapia ha muito tempo. Iniciei, me dei alta, depois voltei, o plano deu ruim, enfim... Várias idas e vindas e nunca um processo que se iniciasse e se findasse.

Acho que agora vai! Sinto que nunca estive tão confusa e tão bagunçada quanto agora, porém a sensação de que eu preciso me estabilizar, me manter no mínimo parcialmente equilibrada, não só trará benefícios a mim mesma, como para aquelas quem encerram e me querem bem.

Ah, e tem a questão espiritual também. Descobri ou percebi que buscar a nossa fé, seja em algo que acreditamos ou simplesmente admitir que não acreditamos em nada é fundamental para seguirmos adiante.

Então é isso: seguindo em frente, admitindo pontos de fraqueza e querendo me colocar frente a frente com o meu interior.

Beijos
Vê.




quarta-feira, 11 de março de 2015

E lá se vai, mais um dia...

14 anos depois do primeiro beijo cá estamos. Depois de muitas adversidades, momentos de felicidade, mudanças, casamento, filhas, não necessariamente nessa ordem é a nossa desordem.
Obrigada pelos milhões de dias juntos.
Obrigada por me aturar.
Por me amar.
Por me cuidar.
Te amo!
#aomeuamor