terça-feira, 26 de abril de 2011

Momento mulherzinha

Se aproximando o dia das mães, os comerciais de tv estão lá exaltando qualidades de nós mães, dizendo o quanto somos belas, magnificas, exemplares e multiuso, sim porque a maioria das mães brasileiras têm jornadas duplas, as vezes até triplas e nem porisso perdem o encanto e a doçura que nos é atribuída.

Mesmo com todos os "rapapés", os comerciais têm razão em uma unica coisa: o quanto o amor de mãe transforma uma mulher.

Acho super viável e saudável uma mulher que não queira ter filhos. Jamais questiono ou julgo até porque eu já fiz parte desse numerário de mulheres e não me arrependo de não ter engravidado antes, acho que o fato de ter engravidado aos 26 anos, me deu uma dimensão maior do quão prazeroso e árduo seria essa tarefa.

É difícil educar, estabelecer limites, passar valores, não sucumbir aos desejos de comprar tudo e se endividar, de não voltar pra casa do portão quando você ouve um chorinho na hora de sair pro trabalho, enfim, é um misto de sensações desconhecidas e ao mesmo tempo fantásticas.

Já não posso me considerar tão mãe de primeira viagem, até porque minha filha já tem 3 anos e meio, mas acho ainda tenho muito aprender. Uma coisa que eu não quero esquecer de forma alguma: como é bom amar, ser amada e ter alguém pra realmente chamar de seu.

Porque amor de mãe, é bom demais.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A caminho de Piracicaba

Eita, tempo sem vir aqui!

É engraçado como a periodicidade dos post cai a medida que o blog vai completando mis tempo de existência.

A falta de tempo e as inúmeras tarefas de hoje, não me permitem ser tão assídua como antes. E confesso, acabo prferindo assim; mais qualidade (ou não rsrs) e assuntos que eu realmente tenho vontade de falar.

Nesse momento da minha vida estou contando os dias para a visita guiada à Piracicaba - só relembrando pra quem não leu ou não sabe, sou uma carioca indo morar em beve nas terras Piracicabanas - a tal visita deve acontecer em duas semanas mais ou menos e confesso que fiquei tensa, primeiro porque esses meus dias no trabalho estão intensos, muita coisa pra fazer, pra rever e principalmente pra deixar em dia, já que a partir de julho não estarei mais compondo a equipe.

Voltando à visita, recebemos um email para que fosse preenchido um perfil de imóveis que desejariamos conhecer, além deles, veremos escolas, hospitais, pontos turísiticos e teremos algum tipo de lazer.

Isso tudo só pr dizer que realmente a hora de ir esá chegando, a possibilidade do novo me assustando e já pensando previamente ( e errado lógico) que vou sentir uma saudade danada da minha família que fica no RJ. Como filha única, deixo minha mãe aqui, sem mim e sem minha filha que ela tanto ama, mas tenho certeza que a minha família extensa, cuidará dela com todo amor e carinho.

Então vamos que vamos, esperar e esperar.

Beijos e boa quinta pra vocês.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dia triste

Hoje é aniversário do meu marido, eu tinha programado fazer um monte de coisas, já que estava de folga e ele durante o dia fica em casa. Só que ele ao chegar me informu da tragédia que aconteceu no bairro de Realengo.

Ele chegou em casa completamente abalado e só falava da sensação de medo e impotência que nós pais temos ao nos deparmos que situações dessa gravidade.

Teoricamente, na escola achamos que nossos filhos e filhas estarão seguros. Depois dessa tragédia, tudo começa a cair por terra.

Eu chorei muito, imaginando o desespero dos pais e mães que tinham filhos naquela escola; pensei que poderia ser muito pior se ao invés da escolha infeliz do meliante, uma escola onde a maioria dos alunos ser adolescentes, ou crianças que tentariam de alguma maneira se defender, ele tivesse escolhido uma escola de educação infantil.

Me senti muito mal por não conseguir apesar da minha formação profissional, pensar no histórico de vida desse homem. Pensei sim como ser humano, como mãe, como cidadã que não quer viver com medo tempo todo.

Daí, conversando com meu marido que é formad em história, ele me alertou sobre uma questão que poucos pensam; os fenõmenos sociais.

Lamentavelmente essa tragédia pode ser considerada um fenômeno social em nosso país que vem seguindo rumo ao crescimento, ao desenvolvimento.

Será que desenvolver é inconscientemente fomentar a criação de tragedias desse tipo? Se for assim, prefiro ficar subdesenvolvida...

Paz e luz para as famílias dos mortos e feridos no massacre da escola em Realengo!