segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Final round.

Mais de um mês depois eu voltei. Outro dia de insônia, mas definitivamente eu fico mais criativa.
Passada a loucura das eleições (só misericórdia pra aguentar), eu vou dar o meu parecer.
Eu tenho 33 anos (faço 34 daqui uns dias em 11/11) e ao longo da minha vida sempre me deparei com as mais adversas dificuldades, de todas as espécies. Uma delas é que ser negro no Brasil não é tão fácil como se pensa. Ainda existe muito preconceito velado e esse pra mim é terrível. Só que eu não ligo muito para essas coisas e sigo em frente.
Mas por que dizer isso? Porque com a amplitude dos debates nas redes sociais por conta das tais eleições o que mais me chamou atenção além do fanatismo quase que futebolístico dos simpatizantes dos partidos, foi a intolerância.
Sim, intolerância racial, religiosa, de preferência sexual e partidária.  Dividiram o pais em eleitores bons e maus. Partido bom e mau.
As pessoas esqueceram de mencionar que numa democracia temos diretos e também deveres. Direito de nós expressar e o dever de respeitar o outro independente de suas escolhas.
A grandes questão foi que mais uma vez estamos no centro das manchetes negativamente. Querendo dividir o Brasil, xingando o candidato x de usuário de drogas ou dizendo que nordestinos tem q morrer.
E de que adianta? Porra nenhuma! Pq no final das contas os ricos continuarão ricos e os pobres continuarão pobres.
Na minha humilde opinião, política é muito mais que compartilhar meia duzia de palavras insanas na rede. Política se faz dentro de casa, na vizinhança, no trabalho, na escola das crianças.
Corrupção vai mais além do que o partido x ou y faz. É aquela grana q vc da pro guarda não te multar, ou então o sinal de Tv a cabo que você rouba sem se sentir culpado, por aí vai longe.
A grande questão é: se você não está satisfeito com o resultado das eleições assim como eu não estou (não votei em nenhum dos dois candidatos), faça o seu papel como cidadão. Corra atrás dos seus direitos, cobre, fiscalize, exija.
E dedique um pouco mais de tempo a analisar a questão social, essa sim muito mais ampla do que qualquer outra que possamos ter.
Num pais em que a desigualdade é imensa, cada eleitor sempre vai votar pensando no seu bem estar. E é exatamente aí que a gente se ferra feio.
Enquanto não votarmos pensando no coletivo e na organização e estruturação de uma nação, seremos sempre um pais de terceiro mundo em desenvolvimento, desenvolvimento esse que nunca chega por única e exclusiva culpa nossa.
Fica a dica.
Bye!
Vê.

Um comentário:

Tatinha disse...

Adoro aq! Tava com saudade!
De fato, faço das suas, minhas palavras.. Tava chato.. Tava feio.. Gracas a Deus acabaram as eleicoes!!