terça-feira, 29 de abril de 2014

No Rio de Janeiro, viver é cada vez mais difícil.

Como boa carioca da gema, suburbana, moradora dos pés de uma comunidade (leia favela se quiser), eu sempre me orgulhei de poder ir e vir dentro da minha cidade, mesmo tendo sofrendo violência tempos atrás.
Hoje, lendo noticiários eletrônicos, acompanhando pela Tv e outros meio de comunicação, começo a dar graças a Deus por estar longe do Rio criando minhas meninas.
Triste demais os últimos acontecimentos, as demonstrações de terror e abuso de poder tanto da polícia quanto da população. Sim, porque a comunidade tem poder de difamar e de propagar o crescimento da sua localidade.
Recentemente tivemos o caso do DG, dançarino do #esquenta, que foi assassinado. Não to aqui para levantar bandeira nenhuma, até porque não ganharia nada com isso, mas consigo me colocar no lugar da mãe e do policial.
Mais recente ainda, a loucura que vem acontecendo no complexo de favelas do Alemão, uma verdadeira barbárie, violência extrema e burrice tamanha.
A população que não sabe protestar, acaba com os serviços públicos que ela mesma lutou tanto para conseguir. A polícia, mal paga, amedrontada e com um estigma de anos e anos de terror e medo.
Penso, onde vamos parar? De que forma as pessoas em geral vão conseguir manter seu direito de ir e vir? E o dever de zelar pelo patrimônio público? Nem se aplica. 
Acho que nenhum jovem deve perder sua vida num tiroteio ao chegar do trabalho ou de uma noite de lazer; nenhum filho deve perder seus pais vítimas de bala perdida; nenhum policial deve ser brutalmente assassinado no cumprimento do seu dever.
A nós, só resta rezar e pedir que tudo isso acabe e que nossas crianças possam caminhar em paz, senão... Nem sei!

#imaginanacopa

Vê.

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