domingo, 25 de outubro de 2009

Eu me lembrei

Ontem eu estava relendo umas coisas da época da faculdade, anotações de aulas e coisas do gênero ai me veio limpidamente à cabeça o dia que eu me atraquei com um sujeito dentro do ônibus que faz a travessia RJ X Niterói, pela ponte que corta toda a Baía de Guanabara.
Dei boas gargalhadas e ao mesmo tempo pensei em como a gente as vezes é intepestiva quando não temos filhos (ok, eu ainda tenho uns surtos desses, só que em menor escala).
Vamos à história!

Eu estudei na UFF, que fica na cidade de Niterói, pra galera que não mora no Rj se situar, são 13 km de ponte, mais uns 4 ou 5 entre saída do RJ e chegada à Niterói. Lá na faculdade o pessoal achava (e acha até hj) que todo universitário não faz PN pra agradar a Deus e sempre colocavam as inscrições em disciplinas em horários escrotos, tipo 14:54h de uma terça feira, ou seja, vc que trabalhava perdia seu dia de trabalho porque a distância entre sua casa e a facul nunca seria de menos de 2 horas (sem trânsito).
Era um dia de semana, não lembro qual, tipo 12h mais ou menos, eu peguei o ônibus na rodoviária do RJ rumo ao meu destino, a faculdade. Sentei no canto como de costume e liguei meu celular num joguinho pra distrair na viagem. Antes de subir a ponte, no último ponto, subiu um cara, pela porta da frente (não pagou a passagem) e como só tinha o lugar do meu lado, foi ali mesmo que ele sentou.
O ônibus em velocidade boa, já na ponte, eis que o cidadão saca um anel de chapeado (biju vagaba), me catuca (odeio) e pergunta assim:
- Moça, quer comprar? Dez reais.
- Não moço, valeu, tô sem grana.
- Mais é promoção!
- SIm, ok, mais eu não quero.
- Tá baratinho...
- Assim tio (ele era coroa), não vai rolar, não quero mesmo.
Até que num arrobo de loucura o cara resolve a surtar total e segura com toda força no meu peito (gente meu peito é super pequeno, as vezes nem sutiã de enchimento dá jeito) e dispara a pérola:
- Já que você não vai comprar, deixa eu dar uma chupadinha no seu peitinho...
Gente eu tomei um puta susto e empurrei o homem com uma força que eu nem sabia que tinha. Só que, como o ônibus tava em movimento e bem rápido, o cara desiquilibrou e caiu no corredor do ônibus, de cabeça no chão e com as pernas pro ar tipo barata sabe...
Nesse tempo ele começou a levantar e partiu pra cima de mim com tudo, louco pra me encher de porrada, ai meu instinto Chuck assassino sacou da mochila um guarda-chuva e eu cai dentro dele de guardachuvada, louca, louca e louca.
Não me perguntem, mais nessas alturas eu já estava em cima do homem, dando vários golpes de guarda-chuva na cara dele, enfiei o dedo nos olhos dele, as unhas na cara e como eu sou pesada e grande, ele não conseguia levantar.
Os passageiros atônitos, alguns gritavam e outros ficavam pasmos e eu lá, batendo no cidadão com uma força absurda.
Isso deve ter durado uns 3 minutos mais ou menos (a surra), ai eu cansei e levantei e ainda gritei:
- Cambada de gente lerda e frouxa, o cara pegando no meu peito e vocês com medinho do barulho do cabo do guarda0chuva abrindo! Ai passei por cima do cara, fui no piloto e mandei: Você é um idiota, por sua causa esse homem passou a mão no mei peito e eu ainda tive que brigr com ele aqui dentro. Se vc não tivesse deixado ele entrar pela frente, não ia acontecer isso. Ele não é deficiente, não é idoso nem nada. Seu babaca!
Ai voltei pra meu banco e grite ainda!
VOCÊ NÃO VAI SENTAR AQUI. VAI EM PÉ ATÉ SEU DESTINO!
Juro, eu fiquei possuída! Na ponte, tem um distrito naval, e um ponto que os marinheiros pegam o onibus nos dois trajetos, ai quando ele viu um guarda marítimo, gritou - Prende essa piranha, ela me bateu do nada, tô todo arrebentado! E eu botei o cabeção pra fora da janela e mandei pro guarda: Se vc entrar aqui pra socorrer ele, vai apanhar tb. Eu vou presa, mais tu apanha....
O babaca do cara desceu e eu fiquei lá, chorando feito uma maluca, morrendo de medo de encontrar com ele de novo em elagum lugar.
Fim da história: Descabelada, descontrolada, sem guarda-chuva, 1 semana sem poder levantar os braços direito até pra pentear os cabelos e muitas risadas das minhas amigas quando eu cheguei na faculdade contando os fatos.
Passei uns bons meses andando igual bandida fugindo da polícia, pq quem bate esquece agora quem apanha não esquece mesmo.
Ah antes de descer do ônibus, uma senhora com cara de vó, falou assim:
- Minha filha, vc exagerou, não precisava tanto!
- Moça, vai tomar no cú, porque se ele tivesse pego no seu peito, pra senhora seria uma Glória, pq tenho certeza que ninguém faz isso há anos. Como eu tenho alguém que pega no meu direitinho, achei péssimo. Antes que eu esqueça: Vai à merda!

Pra descontrair um pouquinho. Aos poucos eu vou me revelando e lembrando das maluquices.
No próximo post eu vou contar a história da briga por causa do sabão em pó de criança no mercado...

Beijos e saudades de todos

5 comentários:

D@ni disse...

Coisas e historias que só a Vê tem e sabe contar. kkkkkkkkk.
Bj minha amiga louca

ParadoXos disse...

até seu título é de uma leveza que encanta!



beijos

Dama de Cinzas disse...

Caracaaaaa, que história, menina!!!

Eu acho que teria tido a mesma reação, porque quando eu fico tomada de raiva, minha primeira reação é a avançar pra bater...

Beijocas

DESASSOSSEGADA disse...

Minha nossa ri muito com seu post vc me parece ser tão escanadalosa quanto eu kkkk

Meu mas fala serio tem muito homem abusado que fica te encoxando ou te passando a mao no onibus eu odeio esse tipo de coisa aiii que odio mas tu fez bem em espanca-lo na proxima vez ele vai pensar duas vezes antes de sair metendo a mao no peito das garotas.

bjos

Flávia Romanelli disse...

Eta mulher arretada rsrs Ri muito imaginando as guardachuvadas no sujeito e que gente mais folgada no ônibus!